sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mais uma análise do conto "O sorriso da estrela"

Aos poucos vamos tendo todos os contos da coletânea "O conto em 25 baianos" analisados no blog.
Agora, vamos ver a análise do conto:

O SORRISO DA ESTRELA

Espaços: casa das personagens; caminho para o cemitério.

Foco narrativo e tempo: A narrativa é em primeira pessoa, é um desabafo da personagem diante dos fatos.

Linguagem: linguagem concisa e coloquial.

Personagens

Estela: menina de 13 anos, com problemas mentais.

Pedro: irmão de Estela, menino de 10 anos, que se recusava a aceitá-la como irmã.

Madrinha e Mãe.

Enredo

Os contos de Aleilton Fonseca perpassaram temas referentes a memórias que permitem aprendizagem de vida e de morte e induz o leitor a repensar sua condição de vida. Há sempre uma volta ao passado, lembranças reminiscências, memórias, o homem e seu passado, o passado influenciando e transformando a trajetória da vida.

A inquietação e o pensamento de que o passado poderia ser diferente, e diante da impossibilidade de mudar o passado pensa-se no que se pode fazer agora a aprendizagem da vida através da morte há uma mudança de paradigma a partir do evento morte que pode ser visto no final do conto “O Sorriso da Estrela” quando o narrador confessa no final: “Agora eu sinto que sou Dindinho”, o apelido que ele rejeitava quando sua irmã era viva.

No conto “O Sorriso da Estrela”, vemos as memórias à vida e a morte mostra-se uma obra terapêutica, pois, nos coloca num estado de purificação expurgo de alma ao nos identificarmos com a situação e percebe-se o esforço de apagamento da imagem do feminino “eu a considerava um estrago na minha vida”, “Quis muito que morresse” (é o que Aristóteles aborda sobre mímesis e catarse: enquanto a primeira é a imitação daquilo que se parece com o real; a segunda é a purificação que ocorre no leitor ao sentir as “dores” das personagens).

A fala do personagem perpassa a questão de gênero quando se tenta silenciar a mulher, a voz feminina é abafada, entretanto, no conto a personagem feminina é centralizada apesar de não “falar” sua memória é apresentada, sua influência é patenteada e nos diálogos relembrados passa a ser a perda de toque e o narrador no decorrer do texto permite perceber a forte presença feminina da mãe, da madrinha, e de Estela sua irmã.

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