Agora, vamos ver a análise do conto:
O SORRISO DA ESTRELA
Espaços: casa das personagens; caminho para o cemitério.
Foco narrativo e tempo: A narrativa é em primeira pessoa, é um desabafo da personagem diante dos fatos.
Linguagem: linguagem concisa e coloquial.
Personagens
Estela: menina de 13 anos, com problemas mentais.
Pedro: irmão de Estela, menino de 10 anos, que se recusava a aceitá-la como irmã.
Madrinha e Mãe.
Enredo
Os contos de Aleilton Fonseca perpassaram temas referentes a memórias que permitem aprendizagem de vida e de morte e induz o leitor a repensar sua condição de vida. Há sempre uma volta ao passado, lembranças reminiscências, memórias, o homem e seu passado, o passado influenciando e transformando a trajetória da vida.
A inquietação e o pensamento de que o passado poderia ser diferente, e diante da impossibilidade de mudar o passado pensa-se no que se pode fazer agora a aprendizagem da vida através da morte há uma mudança de paradigma a partir do evento morte que pode ser visto no final do conto “O Sorriso da Estrela” quando o narrador confessa no final: “Agora eu sinto que sou Dindinho”, o apelido que ele rejeitava quando sua irmã era viva.
No conto “O Sorriso da Estrela”, vemos as memórias à vida e a morte mostra-se uma obra terapêutica, pois, nos coloca num estado de purificação expurgo de alma ao nos identificarmos com a situação e percebe-se o esforço de apagamento da imagem do feminino “eu a considerava um estrago na minha vida”, “Quis muito que morresse” (é o que Aristóteles aborda sobre mímesis e catarse: enquanto a primeira é a imitação daquilo que se parece com o real; a segunda é a purificação que ocorre no leitor ao sentir as “dores” das personagens).
A fala do personagem perpassa a questão de gênero quando se tenta silenciar a mulher, a voz feminina é abafada, entretanto, no conto a personagem feminina é centralizada apesar de não “falar” sua memória é apresentada, sua influência é patenteada e nos diálogos relembrados passa a ser a perda de toque e o narrador no decorrer do texto permite perceber a forte presença feminina da mãe, da madrinha, e de Estela sua irmã.
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